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Registro-SP integra comitiva latino-americana em intercâmbio cultural no Japão


Dilson Tsunoda, que representou o Bunkyo de Registro no Japão, falou sobre a viagem em apresentação realizada na sede da entidade
Dilson Tsunoda, que representou o Bunkyo de Registro no Japão, falou sobre a viagem em apresentação realizada na sede da entidade

Viagem patrocinada pelo governo japonês reuniu organizadores de eventos da cultura nipônica; Registro-SP foi a única cidade do interior de SP a participar do grupo.

Trinta pessoas, entre diretores do Bunkyo e membros de outras entidades, assistiram a apresentação na semana passada
Trinta pessoas, entre diretores do Bunkyo e membros de outras entidades, assistiram a apresentação na semana passada

O Tooro Nagashi de Registro-SP, com sua peculiar característica de não se restringir à colônia japonesa e reunir milhares de não descendentes, foi fundamental para a escolha da cidade para participar em 2018 do Programa Juntos!! Intercâmbio Japão - América Latina e Caribe, neste ano voltado a organizadores de festivais japoneses. Registro-SP foi a única cidade do interior de São Paulo a fazer parte da comitiva que esteve no Japão entre 28 de janeiro e 4 de fevereiro, sendo representada por duas pessoas num grupo de 14 brasileiros e 10 integrantes de outros países latino americanos (Argentina, Bolívia, Chile, México e Paraguai).

Para explicar o programa, falar de sua participação e de sua rica experiência nos oito dias que passou no Japão, Dilson Tsunoda, que representou a Associação Cultural Nipo-Brasileira de Registro (Bunkyo), acompanhado de Murilo Macedo, subsecretário da Casa Civil do Governo de São Paulo, realizou apresentação na quarta-feira da semana passada (14/3), para uma plateia de 30 pessoas, na sede da entidade.





Segundo Dilson, por meio da troca de experiências, o programa organizado pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão tem o objetivo maior de revitalizar e manter viva a cultura japonesa para as próximas gerações de descendentes fora do Japão, além de disseminar o conceito do “Omotenashi”, que pode ser traduzido como a arte de receber bem, com hospitalidade e cortesia pela satisfação de bem servir, sem esperar nada em troca.

Troca de experiências

Logo no dia seguinte à chegada ao Japão, em Tóquio, Dilson e Murilo mostraram um pouco do nosso Tooro Nagashi aos integrantes da comitiva e representantes do governo japonês, utilizando para isso fotos, vídeos e textos inseridos em uma apresentação. 

O material foi preparado com apoio do fotógrafo Wagner Assanuma, do videographer Victor Yagyu, da jornalista Mônica Nogueira e de Rubens Takeshi Shimizu, membro da diretoria do Bunkyo de Registro-SP.

Visitas e reuniões de intercâmbio ocuparam a intensa programação dos dias que se seguiram. Em Tóquio, o roteiro incluiu atividades no Centro de Conferências TKP (Estação de Tóquio Nihonbashi), visita ao Santuário Asakusa e ao Comitê Executivo do Asakusa Samba Carnaval, apresentações sobre os grupos de taiko Kodõ e de danças Geimaruza e Edo Kappore e intercâmbio com organizadores do festival de comidas típicas.

Ainda em Tóquio, a comitiva conversou com o líder do projeto Matsurism (junção das palavras matsuri - festivais japoneses - e turismo), Manabu Ohara, que defende o envolvimento ativo de jovens e turistas estrangeiros nos milhares de eventos tradicionais realizados em todo o Japão, como forma de reacender esses festivais, tornando-os cada vez maiores e mais populares.

Nos dias finais, o grupo foi à cidade de Katsuura, localizada na província de Chiba, com acesso pela Tokyo Bay Aqua-line, uma espetacular via expressa que combina ponte-túnel na Baía de Tóquio, ligando Kawazaki, na Prefeitura de Kanagawa, com Kisaruzu, na Prefeitura de Chiba. A ponte tem 4,4 km e o túnel subaquático (o quarto mais longo do mundo) percorre 9,6 km sob a Baía.

Em Katsuura, a comitiva conheceu detalhes sobre o fascinante Hina Matsuri (festival de bonecas) e o Tooro de Bambu (festival de lanternas de bambu), além de visitar o Santuário Xintoísta Tomisaki.

Matsurism e Omotenashi

Dilson Tsunoda ficou particularmente interessado no Matsurism, cuja proposta é promover a diversidade, a partir da integração e da participação sustentável de jovens e turistas estrangeiros nos festivais tradicionais, como ferramenta para mantê-los vivos e vibrantes em todo o Japão, com reflexos diretos na economia das comunidades que realizam os eventos.

Outro conceito de extrema relevância bastante ressaltado na visita de intercâmbio foi o Omotenashi - um dos pilares que sustentam a afirmação de que o Japão é um dos países mais educados do mundo. “Omotenashi pode ser traduzido como hospitalidade, mas vai muito além”, disse Dilson em sua apresentação no Bunkyo. “É uma filosofia de vida, um hábito enraizado na cultura e sociedade japonesa e aprendido desde a mais tenra idade”, explicou.

“Em outras palavras, podemos definir Omotenashi como hospitalidade sem superficialidade. E Omotenashi está mesmo longe de ser superficial. Omotenashi é você tratar seu convidado ou cliente da melhor forma possível, mas sem esperar nada em troca. É fazer de coração, sem segundas intenções”, concluiu.


Crédito das fotos: WAGNER ASSANUMA




Registro-SP, 21 de março/2018









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